12 LIVROS INFANTIS PARA TRABALHAR RELAÇÕES RACIAIS NA ESCOLA

Com o intuito de fortalecer o debate sobre alguns temas que constituem verdadeiros dilemas para professorxs, mães e pais diante das discriminações sofridas por crianças negras de diferentes idades em seu cotidiano escolar, elaboramos esta lista com 12 sugestões de livros infanto-juvenis que podem ser compartilhados tanto na educação infantil e no ensino fundamental, quanto em casa, praças, becos e vielas. São eles:

  1. Todas as cores do negro. Texto e ilustrações de Arlene Holanda. Brasília/DF: Conhecimento, 2008.Modelo.indd

Aborda em linguagem de prosa poética o universo da cultura e herança dos povos africanos no Brasil. Passeia pelo processo histórico da escravidão, com foco na resistência e se demora no período pós-abolição: as condições de abandono a que foram submetidos os negros, as estratégias de sobrevivência, o preconceito, a segregação social.

Público: infanto-juvenil (de 8 à 12 anos, ou alunos do 3º ao 6º ano)

Número de páginas: 31

  1. Menina bonita do laço de fita. Texto de Ana Maria Machado e Ilustraçõeso de Claudius. 7. ed. São Paulo: Ática, 2005.

menina

Traz uma linda história de valorização da beleza negra, onde um coelho branquinho queria casar-se e ter uma filha “bem pretinha”. Durante a obra, o coelho tenta descobrir o segredo para conquistar o seu tão sonhado desejo. Leia o livro e acompanhe a busca do coelhinho!

Público: infantil

Número de páginas: 24

  1. A Cor da vida. Texto de Semíramis Paterno. Belo Horizonte/MG: Editora Lê, 2008.

a cor da vida

É um livro ilustrativo que trabalha a diferença ao contar a história de duas crianças que se conhecem e ficam amigos quando passeiam com suas mães. Elas se olham e brincam, se distanciando do local onde estavam. Quando as mães percebem o desaparecimento dos filhos, ficam enraivecidas e saem correndo em busca dos dois. Mas, uma surpresa as aguarda. Por meio de um jogo poético com as cores, duas crianças mostram para suas mães que a luta pela igualdade não significa apagar as diferenças.

Público: infantil

Número de páginas: 8

  1. Obax. Texto e ilustrações de André Neves. Rio de Janeiro/RJ: Brinque-Book, 2010.

obax

Quando o sol acorda nos céu das savanas, uma luz fina se espalha sobre a vegetação escura e rasteira. O dia aquece e é hora de descobrir muitas aventuras. OBAX percorre a savana africana com a sua imaginação. Ela conhece girafas e outros animais selvagens, mas o seu passatempo preferido é contar histórias! Algumas delas são tão incríveis que mais parecem um sonho. As ilustrações são excepcionais e o texto nos proporciona um passeio pela diversidade e pluralidade do continente africano.

Público: infantil

Número de páginas: 33

  1. O livro das origens. Texto de José Arrabal e ilustrações de Andréa Vilela. São Paulo: Paulinas, Coleção Mito & magia.

livro das origens

Neste livro o autor apresenta uma série de mitos de algumas regiões do Brasil, África e México sobre origens. Permite-nos ver como o amazonense e o paraense, como o africano da África do Sul e de Uganda e, por fim, como os Astecas veem a vida. São várias culturas pensando o mundo de forma muito diversa.

Público: infanto-juvenil (de 6 à 10 anos, ou alunos do Ensino Fundamental I).

Número de páginas: 53

  1. Bruna e a galinha d’Angola. Texto de Gercilga de Almeida e ilustração de Valéria Saraiva. Rio de Janeiro/RJ: Pallas, 2011.

bruna

A obra retrata o universo mítico africano representado pela Galinha d´angola e sua relação com a criação do universo.

Público: infantil

Número de páginas: 24

  1. A História do Rei Galanga. Texto de Geranilde Costa e ilustrações de Claudia Sales. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2011.

sete

O livro trata da História do Rei Galanga, conhecido como Chico Rei, um rei africano que teve seu reinado invadido pelos portugueses e fora trazido com sua família e outras pessoas de seu grupo para o Brasil na condição de escravos. Além de contar a história do rei Galanga, o livro traz como objetivos o interesse de desmistificar a idéia da África como um continente sem história anterior à invasão portuguesa e a oportunidade de apresentar, por meio da existência dos Orixás junto ao Candomblé e a Umbanda, alguns princípios da cosmovisão africana, sendo portanto estes o grande diferencial do livro e seu caráter inédito com relação as demais publicações sobre Chico Rei.

Público: infanto-juvenil (de 6 à 10 anos, ou alunos do Ensino Fundamental I)

Número de páginas: 32

  1. Ifá, o Adivinho. Texto de Reginaldo Prandi e ilustrações de Pedro Rafael. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2002.

oito

O livro nos apresenta um rico conjunto de personagens, costumes e modos de agir do universo cultural africano que se tornou parte constitutiva da diversidade cultural brasileira. Conta a história de um adivinho chamado Ifá que jogava seus búzios mágicos e desvendava o destino das pessoas que o consultavam. Ele as ajudava a resolver todo tipo de problema, mas o que mais gostava de fazer era auxiliá-las a se defender da Morte. Um dia, a Morte, irritada com a intromissão de Ifá em seus negócios, decidiu acabar com ele. Ifá foi salvo da Morte pela intervenção de uma corajosa donzela chamada Euá, e pôde continuar seu trabalho de ler a sorte, predizer o futuro e proteger as pessoas da Morte.

Público: infanto-juvenil (de 6 à 10 anos, ou alunos do Ensino Fundamental I)

Número de páginas: 63

09.     Minha mãe é negra sim! Texto de Patrícia Santana e ilustrações de Hyvanildo Leite. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2008

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O livro “Minha mãe é negra sim!”, da autora Patrícia Santana, conta a história do menino Eno, que se vê às voltas com o racismo na escola e sofre com o dilema de ter que retratar sua mãe negra, em uma atividade escolar. O garoto Eno é levado a se perguntar pela sua origem. Negro, ele percebe o preconceito da professora que sugere que Eno pinte o desenho da mãe, negra, de amarelo por ser uma cor mais bonita. Não pode haver tristeza maior para o seu coração. A mãe, que ele tanto amava e era tão linda! E a professora era professora, afinal tão difícil era contestá-la. Mesmo triste Eno procura saber no dicionário uma explicação para o preconceito. O dicionário não ajudou e ele seguia triste até que o avô tem uma conversa decisiva com ele. E mais do que conversa, aconchegou-o com todo amor.

Público: infantil

Número de páginas: 32

  1. Cada um com seu jeito, cada jeito é de um! Texto de Lucimar Rosa Dias e ilustrações de Sandra Beatriz Lavandeira. Editora Alvorada, 2012.

luanda

O livro infantil conta a história de Luanda, uma menina negra muito sapeca e vaidosa, que adora o seu cabelo crespo onde envolve tod@s da família nos diversos penteados que inventa para desfilar sempre linda na escola. Foi seu pai quem escolheu esse nome para ela por acreditar que ela seria tão linda quanto à cidade africana que ele conheceu quando era jovem. A leitura promove o reconhecimento e a valorização das diferenças e das características pessoais que fazem de cada indivíduo um ser único e que deve se amar do jeitinho que é.

Público: infantil

Número de páginas: 52

  1. África: um breve passeio pelas riquezas e grandezas africanas. Texto de Fernando Paixão e ilustrações de Kazane. Fortaleza: Editora IMEPH, 2012.

onze

O texto em formato de cordel nos mostra a imensa riqueza e extraordinária beleza do continente africano, permitindo desmistificar a ideia de uma África homogênea e devastada pela miséria.

Público: infanto-juvenil (de 6 à 12 anos, ou alunos do Ensino Fundamental I)

Número de páginas: 28

  1. Omo-Oba-Histórias de Princesas . Texto de Kiusam de Oliveira e ilustrações de Josias Marinho. Mazza Edições, 2009.

doze

O livro reconta mitos africanos, divulgados nas comunidades de tradição ketu, pouco conhecidos pelo público em geral e que reforçam os diferentes modos de ser em relação ao feminino, nos permitindo trabalhar o emponderamento das meninas dos novos tempos. Dividido em seis mitos, relata as histórias de Oiá, Oxum, Iemanjá, Olocum, Ajê Xalugá e Oduduá.

Público: infantil

Número de páginas: 48

Para quem reside no Cariri, as obras de 01 a 06 estão disponíveis para empréstimo na Biblioteca Inspiração Nordestina (Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri – Rua São Pedro, 337, Centro, Juazeiro do Norte-CE. Tel.: (88) 3512.2855 / Fax: (88) 3511.4582). Para efetuação do cadastro é necessário os seguintes documentos: Email; Xerox de 1 (um) Documento com Foto; Xerox de Comprovante de Residência; dois números de telefone Ref. Fixo e Móvel de parentes próximos.

Boa leitura!

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22 comentários

  1. Maravilha! Conheço alguns desses livros, e são ótimos! Mas, vou dar uma dica pra vocês, pois senti falta na relação que deram, eu li e trabalhei com os meus alunos no ano passado, o livro Pretinho, meu boneco querido, de Maria Cristina Furtado, e as crianças gostaram tanto que fizeram o boneco Carlos e cada dia um levava pra casa. O livro tem música, é muito interessante. De um lado ele mostra a dor que traz o preconceito, e do outro, o orgulho de ser um afrodescendente e a importância de se respeitar o diferente de mim. Orgulho que eu tenho e fiquei feliz de ver diversos alunos também sentindo, e outros entendendo a importância de se respeitar o diferente.

  2. Há 4 outros livros sobre a temática da Editora do Brasil:

    – Ganga Zumba: de Rogério Borges;

    – Histórias Africanas para Contar e Recontar: Rogério Andrade Barbosa;

    – Formas e Cores da África: Márcia Leitão e Neide Duarte;

    – Pretinho, Meu Boneco Querido: Maria cristina Furtado.

  3. Fiz uma correção no meu comentário na frase: …” È preciso esclarecer que o preconceito racial deve ser combatido por todos…

  4. Tenho uma dica de dois livros lindos, bem feitos, literatura (afrobrasileira) de alto nível (inclusive ganharam prêmios importantes).
    Os dois são do mesmo autor, Luiz Antonio, e da mesma editora, Cosac Naify.
    Um é o MINHAS CONTAS e o outro é UMA PRINCESA NADA BOBA. Valem uma postagem só para eles!

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