A COR DA NOITE – por Dávila Feitosa

 

A COR DA NOITE

Mainha sempre conta que nasci preta como a noite
De tão pequena cabia na palma da mão
Cabelo escorrido, que pom pom não segurava, não
Tornar-se negra não é fácil, não
Diziam: é uma índia!
Não, não
Tornar-se negra não é fácil, não
Na cabeça não carrego a coroa da ancestralidade
Trago-a na cor da pele, na luta, na força da irmandade
Sou preta, negra pronta pro combate.

(Dávila Feitosa)

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