Sexo Frágil? – Por Dávila Feitosa

Sexo frágil?

Luta por trabalho?
Se nascemos na lavoura, na cozinha, na rua.
Luta por sexo?
Se nascemos violentadas.
Luta por cidadania?
Se nascemos marginalizadas.
Quando o feminismo burguês tomou as ruas reivindicando os direitos das mulheres, levantando pautas e atacando o mito de rainha do lar, sensível, casta e frágil. Não era da Mulher Negra que estavam falando.
Nossas antecedentes carregaram e foram carregadas no ventre de suas mães enquanto essas trabalhavam pesado na lavoura, nas cozinhas, na prostituição e apanhando no tronco!
Mulheres que mataram seus filh@s para que não fossem escravizad@s. Produtoras de mão de obra…
O mito da democracia racial dispensou o quesito COR, no sistema de saúde pública para a mulher negra, como também impôs um padrão de beleza eurocêntrico em um país majoritariamente preto. Deste modo no mercado de trabalho “exige-se boa aparência”.
A exclusão na mídia televisiva, o trabalho doméstico, exaltação e erotização da mulata, a repressão policial… Foi o que nos restou.
Aprendemos a ser obstinadas.
Não nos acomodamos, somos fruto da resistência de guerreiras, que foram à luta, que comandaram guerras, que mataram e que morreram de cabeça erguida!
Seguimos na luta, no grito, não pedimos licença, incomodamos. Somos agressivas, abusadas. Somos descendentes de rainhas, não temos trono, mas nunca perdemos a majestade!

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